Bienal do Livro

Ontem fui à Bienal do Livro no Rio Centro. Eu adoro a Bienal pois é como visitar uma livraria gigante. Desde que comecei a sair sozinho só não fui à Bienal em 2007, o ano em que casei.

Esse ano eu saí de casa com três objetivos pré-definidos:

  1. Comprar o livro “MSP 50”, um livro celebrando os 50 anos de carreira do Maurício de Souza com a contribuição de 50 artistas nacionais.
  2. Participar do Café Literário com o Dash Shaw e os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá.
  3. Conseguir que o Maurício de Souza autografasse minha cópia do “MSP 50” e a edição número da “Turma da Mônica Jovem” da minha filha.

De acordo com a programação no site da Bienal, o Maurício de Souza estaria ao meio-dia no estande da Melhoramentos para uma sessão de autógrafos enquanto que o Café Literário estava marcado para as 2 da tarde. Achei estranho que fosse na Melhoramentos visto que a Panini é que publica as revistas da Turma da Mônica. Mas, enfim, quem sou eu para discordar da programação do evento? De qualquer modo o roteiro parecia claro: chego, compro o MSP 50, entro na fila dos autógrafos, conheço o Maurício de Souza, sigo para o Café Literário e curto o resto da feira sem mais nenhum “compromisso”.

Uma pena que não tenha sido assim.

Eu e minha mulher chegamos lá às 11 horas e fomos direto para o estande da Panini. Conversando com uma vendedora descobrimos vários pormenores que não estavam explícitos nem no site da Bienal, nem no guia impresso disponível nos quiosques de Informações no evento:

  1. A sessão de autógrafos seria no estande da Panini, não da Melhoramentos.
  2. Não seria ao meio-dia, mas às 6 da tarde.
  3. Para participar era preciso adquirir uma senha.
  4. Somente 50 senhas seriam distribuídas.
  5. Cada R$ 50,00 gastos no estande da Panini davam direito a uma senha.

Na hora peguei minha cópia do MSP 50 e uma cópia do “Maurício de Souza: uma biografia em quadrinhos” e fui pra fila. Deu tempo de adquirir uma senha para mim e outra para minha mulher. Passeamos um pouco pela feira e almoçamos por lá mesmo (dica: se puderem, evitem de almoçar por lá. Os preços são extorsivos e a comida não é nada de mais). Quando deu 1 da tarde fomos ao Café Literário para pegarmos as senhas para o bate-papo com Bá e Moon e Shaw. Essas senhas foram gratuitas e no site estava claro que eram necessárias. Passeamos mais um pouco e quando deu 2 da tarde seguimos para o evento.

Esse ano foi o primeiro que compareci a um evento literário da Bienal. O americano Dash Shaw é o autor de “Umbigo sem fundo”, e os gêmeos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá, são os autores de “Dez pãezinhos”. O evento durou cerca de uma hora e foi bacana. Os três se mostraram muito atenciosos com o público e foi interessante conhecer a trajetória dos gêmeos desde a época de zineiros até o sucesso atual.

Terminado o evento, ainda tínhamos 3 horas até o início da sessão de autógrafos. Visitamos todos os estandes, sem exceção, e chamou a minha atenção a ausência da Conrad. Achamos que pudéssemos tê-la perdido no meio de tantos estandes mas ela não estava na lista de expositores. Nem ela nem sua nova dona, a IBEP. Uma pena.

A Pixel Media também estava “ausente”. Estava camuflada no estande da Ediouro, expondo o único título que publica atualmente, a Luluzinha Teen. A JBC estava presente, mas com um estande bem modesto e exibindo somente lançamentos. De acordo com um responsável pelo estande havia sido feito um acordo com a Comix e a venda de material mais antigo seria feita somente lá. Eu até quis entrar no estande da Comix, mas era impossível. Acho que era, disparado, o que estava mais atulhado de gente.

Teve um outro estande, cujo nome não lembro mais, que tinha todas as edições de várias séries de mangás já concluídas. Se a pessoa levasse o pacote completo, o preço por edição saía muito em conta. Para citar um exemplo, Samurai X teve 56 edições e o preço de capa da última foi R$ 3,90, se não me engano. Levando as 56 de uma vez cada uma saía por R$ 1,00. Vi vendendo também as edições da versão definitiva de Dragon Ball (a versão definitiva tem mais páginas, algumas páginas coloridas e outros fru-frus. Parece um livrinho) as quais, na época do lançamento, custavam R$ 19,90 cada. Pois nesse estande o visitante poderia adquirir cada uma separadamente, e em boas condições, por R$ 4,90.

Quando deu 5 horas resolvi voltar ao estande da Panini para conferir se já estavam formando fila. No meio do caminho eu passo pelo estande da Editora Globo e quem estava lá, dando autógrafos? O Maurício de Souza! Na hora pensei que tinha perdido o bonde mas um rapaz da Globo me falou que ele depois iria para o estande da Panini. Que aquele evento na Globo não tinha nada a ver com a minha senha. Ou seja: no guia do evento dizia que haveria uma única sessão de autógrafos dele, na Melhoramentos ao meio-dia, que acabou não acontecendo.

No estande da Panini já havia uma fila de cerca de 40 pessoas. Conversando com as pessoas que já estavam lá eu descobri que muitas não estavam cientes de que era preciso ter uma senha para poder pegar o autógrafo. O pessoal da Panini não sabia informar direito coisas como: se o número da senha implicava em ordem de entrada ou se valia a ordem de chegada na fila. Ou quantas pessoas poderiam entrar com uma única senha. Eu estava tranquilo pois eu e minha mulher tínhamos cada um uma senha mas havia alguns pais com mais de um filho que só tinham uma senha.

Faltando 15 minutos para as 7 da noite finalmente chegou a vez de entrarmos na salinha de autógrafos e conhecermos o maior cartunista do Brasil. Muito simpático, ele nos deixou muito à vontade, posou para fotos conosco e fez um desenho do Cebolinha no meu MSP 50 e uma Magali na Turma da Mônica Jovem #1 da minha menina. Ele também assinou minha cópia do “Biografia em quadrinhos”. Infelizmente não pudemos conversar devido ao número de pessoas que ainda aguardavam do lado de fora. Fica para a próxima. Quem sabe daqui a 10 anos?

P.S.: ao chegar em casa li a “Biografia em Quadrinhos” e “MSP 50”. Os dois valeram cada centavo. Mais dois livros dos quais não poderei jamais me desfazer.

Dash Shaw, Gabriel Bá e Fábio Moon no Café Literário

Dash Shaw, Gabriel Bá e Fábio Moon no Café Literário

Carla, Maurício e eu na Bienal do Livro de 2009

Carla, Maurício e eu na Bienal do Livro de 2009

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One Response to Bienal do Livro

  1. Jaconé disse:

    Eu já gostei do Mauricio de Souza, mas depois do que li hoje, não gosto mais…

    Turma da Mônica tem seu primeiro personagem gay
    http://extra.globo.com/blogs/telinha/posts/2009/11/16/turma-da-monica-tem-seu-primeiro-personagem-gay-241756.asp

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