Mutts, os vira-latas

Junho e julho são dois meses de muitas comemorações na minha vida. Dia dos Namorados, Aniversário de Namoro (mesmo já estando casado), Aniversário da esposa e Aniversário da filha. Pena que eu só receba presente em duas dessas comemorações.

Um dos presentes que ganhei da minha mulher foi o primeiro livro das tirinhas de “Mutts, os Vira-Latas”, lançado pela Devir. Criada em 1994 por Patrick McDonnel, a tirinha tem como personagens principais o cãozinho Duque e o gatinho Chuchu (Earl e Mooch, no original). Mutts é publicada em mais de 700 jornais em 20 países, atingindo diariamente 180 milhões de pessoas.

Como todo bom cachorro, o Jack Russel terrier Duque adora estar junto e passear com seu dono, o solteirão Ozzie (que não lembra em nada o famoso roqueiro) e uiva de tristeza quando este se ausenta de casa. O gato Chuchu, por sua vez, não é tão meloso com os donos, o casal de idosos Millie e Frank, e adora quando fica sozinho pois fica com a casa inteira só para ele. Chuchu tem ceceio, o que o faz pronunciar as palavras de modo chiado (“xim”, para “sim”, por exemplo, apesar de no livro a grafia ser com “sh”, como em “shim”).

Mutts já ganhou vários prêmios dentro e fora dos Estados Unidos. Sua longevidade junto com o reconhecimento de que desfruta, torna ainda mais impressionante o fato de nenhum jornal no Brasil publicá-la.

O livro da Devir é prefaciado por ninguém menos que Charles Schulz (alguém já ouviu falar de Snoopy?), que descreve Mutts como uma das melhores tiras de quadrinhos de todos os tempos. Segundo Schulz, “é difícil de acreditar que, depois de 100 anos de quadrinhos, Patrick seria capaz de inventar um novo cachorrinho perfeito”.

Além de escrever Mutts, Patrick McDonnel também é autor de livros infantis e ativista dos direitos dos animais, principalmente campanhas pela adoção de animais de depósitos públicos. Inclusive, uma das histórias recorrentes nas tiras chama-se exatamente “Animal Shelter” (Abrigo Animal), que conta com a participação de um cãozinho que mora em um desses abrigos, e espera pelo dia em que será adotado por uma família que o ame. Ou seja, o cara é gente boa! 🙂

O grande barato de Mutts é mesmo a inocência dos dois personagens principais. É uma leitura leve, que deixa um “gosto” bom na cabeça, que nem Macanudo e Bichinhos de Jardim. No meu caso a identificação é mais forte ainda pois tenho uma gatinha e uma cachorrinha em casa. Ao contrário de Duque e Chuchu, porém, elas não são amigas. Na verdade, a cachorra é louca para ser amiga da gata, mas a gata não quer muito papo (será porque a cachorra está sempre tentando cheirar seu traseiro? :-)).

Mas, claro, nem tudo são rosas. Este é somente o primeiro volume de 25 já lançados, de acordo com a Wikipedia! Meu bolso que se prepare pois agora eu viciei!

Uma pequena amostra do humor de Mutts

Uma pequena amostra do humor de Mutts

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One Response to Mutts, os vira-latas

  1. kevein disse:

    e muito legal mutts eu adorei podia fazer o mutts 2 nao acham?

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