Primeira Mostra de Ilustração e Quadrinhos

terça-feira, 30 \30\UTC junho \30\UTC 2009

Sábado estive no Quality Shopping, na Freguesia de Jacarepaguá para conferir a Primeira Mostra de Ilustração e Quadrinhos. Era minha terceira tentativa, mas acabei conseguindo! Na primeira vez eu burramente apareci um dia antes do início da exposição. Na segunda vez, um domingo, eu displicentemente não me liguei que o Quality não abre as domingos.

Não fiquei muito tempo pois já havia combinado de comparecer ao Open House do meu amigo Rocha Branca e o horário ficou apertado. Mas mesmo assim valeu a pena. Fui acompanhado de minha querida esposa e pude conferir os trabalhos da Clara Gomes, Fernando Romeiro, Jeff Hunter e Sami Souza.

Clara é autora dos Bichinhos de Jardim, uma tirinha muito legal da qual já falei em outro post. Fernando é o homem das caricaturas. Tive a oportunidade de me impressionar com uma do Paulo Autran e outra do Martinho da Vila. Visitando o site dele descobri que a Accenture, empresa em que trabalhei há alguns anos, o contratou para desenhar caricaturas dos sócios. Lembro de ter visto essa caricatura estampada em camisetas. Jeff Hunter expôs um estilo mais comics. No site dele tem uma ilustração do Homem-Aranha 2099. Achava que só eu lembrava desse herói :-). O Sami levou um conceito muito bem bolado: uma história de cangaceiros terroristas só que misturando elementos de tecnologia e de cultura japonesa. Muito bem bolado mesmo.

A primeira artista com quem falei foi a Clara pois era a única que eu “conhecia” (de email e comentário em post, ok, mas tá valendo). Ela é uma simpatia e presenteou a mim e à minha esposa com dois buttons dos Bichinhos: a Carla ficou com um do Meleca e eu com um da minha heroína Maria Joaninha Cascudo! O restante do pessoal que estava lá também foi muito bacana e nos recebeu muito bem. Quisera eu ter ficado um pouquinho mais.

Todas as fotos do evento podem ser conferidas aqui.

Amor, eu, Clara Gomes, Fábio e David

Amor, eu, Clara Gomes, Fábio e David

Jeff Hunter, Clara Gomes, Sami Souza e Fernando Romeiro

Jeff Hunter, Clara Gomes, Sami Souza e Fernando Romeiro


Maurício de Souza e Michael Jackson

terça-feira, 30 \30\UTC junho \30\UTC 2009

É.

Michael Jackson morreu. A ficha ainda não caiu direito. Foi o mesmo com o Ayrton Senna, os Mamonas Assassinas, a Cássia Eller. E, por que não dizer? Quando o Claudinho, parceiro do Buchecha morreu.

Eu tinha 13 anos quando Michael Jackson veio ao Brasil para a apresentação em São Paulo. Queria muito ter ido, mas não foi possível. As canções dele que mais gosto são “Smooth Criminal”, “Beat it” e “Billie Jean”.

Como era de se esperar, a mídia do mundo inteiro, em todos os seus canais, não terão outro assunto por algum tempo. Nos quadrinhos não poderia ser diferente. Soube pelo Universo HQ que Maurício de Souza também fará sua homenagem ao Rei do Pop. Os esboços da história, a ser publicada em setembro, já foram divulgados no Twitter do Maurício de Souza.

A história se passa no núcleo da turma do Penadinho, que está ansiosa pela chegada do ídolo. Eles se caracterizam como o cantor e dançam o Moonwalk alucinadamente. É quando chega Dona Morte… sozinha! Ao ser questionada sobre o paradeiro de Michael Jackson ela esclarece que os “artistas que chegam vão direto para “. Na transição de quadro vemos Michael Jackson, no Céu, de asas e auréola, ensinando o Moonwalk para uma legião de anjinhos.

Michael Jackson em Neverland II

Um pouco de senso crítico agora.

As crianças que são o público-alvo principal das revistas da Turma da Mônica não conhecem o Michael Jackson que as pessoas da geração 80 conheceram.

Para essas crianças, quando se fala em Michael Jackson, o que vem à mente é aquela figura bizarra, que sofreu sérias acusações de pedofilia (acusações, aliás, com indícios fortíssimos). Minha filha, por exemplo, quando era menorzinha, chorava de medo quando via o Michael na TV.

Eu acho que essa história é uma bola-fora do Maurício. Michael Jackson no Céu, dançando com um monte de “anjinhos”? Impossível não comparar com Neverland.

Aquele abraço!


Mutts, os vira-latas

quarta-feira, 24 \24\UTC junho \24\UTC 2009

Junho e julho são dois meses de muitas comemorações na minha vida. Dia dos Namorados, Aniversário de Namoro (mesmo já estando casado), Aniversário da esposa e Aniversário da filha. Pena que eu só receba presente em duas dessas comemorações.

Um dos presentes que ganhei da minha mulher foi o primeiro livro das tirinhas de “Mutts, os Vira-Latas”, lançado pela Devir. Criada em 1994 por Patrick McDonnel, a tirinha tem como personagens principais o cãozinho Duque e o gatinho Chuchu (Earl e Mooch, no original). Mutts é publicada em mais de 700 jornais em 20 países, atingindo diariamente 180 milhões de pessoas.

Como todo bom cachorro, o Jack Russel terrier Duque adora estar junto e passear com seu dono, o solteirão Ozzie (que não lembra em nada o famoso roqueiro) e uiva de tristeza quando este se ausenta de casa. O gato Chuchu, por sua vez, não é tão meloso com os donos, o casal de idosos Millie e Frank, e adora quando fica sozinho pois fica com a casa inteira só para ele. Chuchu tem ceceio, o que o faz pronunciar as palavras de modo chiado (“xim”, para “sim”, por exemplo, apesar de no livro a grafia ser com “sh”, como em “shim”).

Mutts já ganhou vários prêmios dentro e fora dos Estados Unidos. Sua longevidade junto com o reconhecimento de que desfruta, torna ainda mais impressionante o fato de nenhum jornal no Brasil publicá-la.

O livro da Devir é prefaciado por ninguém menos que Charles Schulz (alguém já ouviu falar de Snoopy?), que descreve Mutts como uma das melhores tiras de quadrinhos de todos os tempos. Segundo Schulz, “é difícil de acreditar que, depois de 100 anos de quadrinhos, Patrick seria capaz de inventar um novo cachorrinho perfeito”.

Além de escrever Mutts, Patrick McDonnel também é autor de livros infantis e ativista dos direitos dos animais, principalmente campanhas pela adoção de animais de depósitos públicos. Inclusive, uma das histórias recorrentes nas tiras chama-se exatamente “Animal Shelter” (Abrigo Animal), que conta com a participação de um cãozinho que mora em um desses abrigos, e espera pelo dia em que será adotado por uma família que o ame. Ou seja, o cara é gente boa! 🙂

O grande barato de Mutts é mesmo a inocência dos dois personagens principais. É uma leitura leve, que deixa um “gosto” bom na cabeça, que nem Macanudo e Bichinhos de Jardim. No meu caso a identificação é mais forte ainda pois tenho uma gatinha e uma cachorrinha em casa. Ao contrário de Duque e Chuchu, porém, elas não são amigas. Na verdade, a cachorra é louca para ser amiga da gata, mas a gata não quer muito papo (será porque a cachorra está sempre tentando cheirar seu traseiro? :-)).

Mas, claro, nem tudo são rosas. Este é somente o primeiro volume de 25 já lançados, de acordo com a Wikipedia! Meu bolso que se prepare pois agora eu viciei!

Uma pequena amostra do humor de Mutts

Uma pequena amostra do humor de Mutts


Luluzinha Teen. Ou, como aproveitar uma onda.

segunda-feira, 1 \01\UTC junho \01\UTC 2009

Semana passada li que a Ediouro lançaria as aventuras da Turma da Luluzinha Teen. As histórias serão roteirizadas e desenhadas por artistas brasileiros da Labareda Design. Vejam a capa do número 1, que será lançado agora em junho.

Alvinho, Bolinha, Luluzinha, Glorinha e Aninha

Alvinho, Bolinha, Luluzinha, Glorinha e Aninha

Quase um ano após o lançamento da Turma da Mônica Jovem, sucesso inquestionável de vendas, o anúncio do lançamento é de um oportunismo gritante. Se fosse uma monografia de fim de curso seria imediatamente qualificado como plágio. Reparem que até o “Em estilo mangá”, no canto superior direito, foi copiado da Turma da Mônica. E o pior é que escolheram personagens com pouco apelo entre as crianças e pré-adolescentes de hoje. Minha menina tem 13 anos e nunca tinha ouvido falar da Luluzinha, cujos gibis estão fora das bancas desde 1996. Talvez fosse o caso de apresentar a turma clássica para a geração atual mas se fizessem isso perderiam a onda provocada pela Turma da Mônica Jovem.

Plágios à parte, também não gostei dos desenhos. Achei a Luluzinha muito diferente da original. Também não gostei do fato do Bolinha ter emagrecido pois os quilos extras eram a marca registrada dele. Mesmo o Cascão, que na versão adolescente passou a tomar banho, manteve as sujeirinhas nas bochechas e continua fedendo que nem um gambá depois de fazer atividades físicas.

A visão do Jean Okada para a Luluzinha e Bolinha teen é um milhão de vezes melhor. Além de manter os verdadeiros cachinhos da Lulu, ainda mantém os quilos do Bolinha (ou “Bolão” :-)). Confiram abaixo:

Luluzinha, Bolinha e Carequinha by Jean Okada
Luluzinha, Bolinha e Carequinha by Jean Okada

Lembrando que a Ediouro é a mesma editora que deixou de publicar Spawn, Fábulas Pixel e Pixel Magazine sem dar nenhuma satisfação aos fãs.