Death Note

No ano passado a JBC concluiu a publicação de Death Note, um dos melhores mangás que já tive a oportunidade de ler. A história, em 12 volumes, gira em torno de um caderno que tem o poder de causar a morte de qualquer um cujo nome seja escrito em suas páginas. Os Death Notes pertencem aos Shinigamis (“Deuses da Morte”), seres sobrenaturais que usam os cadernos para prolongar as próprias vidas às custas das vidas dos humanos.

A história começa quando um entediado Shinigami chamado Ryuk resolve abandonar um Death Note no mundo dos humanos. O caderno é encontrado pelo estudante Light Yagami, considerado o melhor aluno do país e dono de um raciocínio lógico e dedutivo sem precedentes. Light resolve usar o Death Note para matar todos os criminosos, abrindo caminho para uma nova era onde não haverá crimes nem assassinatos. Em todo o mundo, presidiários e criminosos cujos rostos e nomes foram expostos na mídia começam a morrer misteriosamente de ataque cardíaco (a causa mortis padrão do Death Note). Esse fato logo chama a atenção da opinião pública, que batiza o suposto assassino de Kira (da pronúncia japonesa para killer, assassino em inglês). Porém, o caso acaba despertando também o interesse do misterioso L, tido como o melhor detetive do mundo. A partir daí a história ganha contornos emocionantes, com o embate intelectual entre Kira e L.

Quando a primeira edição chegou às bancas eu andava desanimado com os mangás que eram publicados. Os que eu acompanhava ou haviam sido concluídos ou cancelados. Porém, Death Note me arrebatou de vez. Esperava ansioso pela nova edição e me revoltava quando acabava de lê-la pois os autores tinham o péssimo hábito de concluir o volume com uma mega-“deixa” para o volume seguinte. Dois amigos que nunca haviam lido um mangá na vida acabaram se interessando pela série, de tanto que eu comentava no trabalho. Compraram os mangás e também adoraram! 🙂 Um terceiro amigo preferiu assistir ao anime, e também adorou.

Death Note é um mangá que deve ser lido com calma e atenção pois nem sempre é fácil acompanhar o raciocínio dos dois protagonistas, Kira e L (na verdade, há momentos em que rola uma forçação de barra tremenda mas não deixe que isso comprometa a leitura). Várias vezes eu tive que voltar algumas páginas, ou até mesmo edições, para me certificar que as deduções faziam sentido.

Àqueles que tiverem a oportunidade de ler, recomendo fortemente.

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One Response to Death Note

  1. Nany disse:

    êêê! um dos amigos sou eu… 🙂
    gostei muito mesmo…

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