Bichinhos de Jardim

segunda-feira, 4 \04\UTC maio \04\UTC 2009

Pessoal, um blog que vale a pena conhecer. Bichinhos de Jardim é uma muito bem bolada criação da Clara Gomes, designer gráfica formada pela UFRJ. É impossível ler as tirinhas dos Bichinhos sem ao menos esboçar um sorriso. Além de extremamente divertidas elas ainda trazem um humor ácido que aprecio bastante (acidez essa quase sempre proporcionada pela minha favorita, a Joaninha).

Os Bichinhos são publicados na Tribuna de Petrópolis (cidade-natal da Clara) desde 2001 e na internet desde 2006.

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Death Note

domingo, 3 \03\UTC maio \03\UTC 2009

No ano passado a JBC concluiu a publicação de Death Note, um dos melhores mangás que já tive a oportunidade de ler. A história, em 12 volumes, gira em torno de um caderno que tem o poder de causar a morte de qualquer um cujo nome seja escrito em suas páginas. Os Death Notes pertencem aos Shinigamis (“Deuses da Morte”), seres sobrenaturais que usam os cadernos para prolongar as próprias vidas às custas das vidas dos humanos.

A história começa quando um entediado Shinigami chamado Ryuk resolve abandonar um Death Note no mundo dos humanos. O caderno é encontrado pelo estudante Light Yagami, considerado o melhor aluno do país e dono de um raciocínio lógico e dedutivo sem precedentes. Light resolve usar o Death Note para matar todos os criminosos, abrindo caminho para uma nova era onde não haverá crimes nem assassinatos. Em todo o mundo, presidiários e criminosos cujos rostos e nomes foram expostos na mídia começam a morrer misteriosamente de ataque cardíaco (a causa mortis padrão do Death Note). Esse fato logo chama a atenção da opinião pública, que batiza o suposto assassino de Kira (da pronúncia japonesa para killer, assassino em inglês). Porém, o caso acaba despertando também o interesse do misterioso L, tido como o melhor detetive do mundo. A partir daí a história ganha contornos emocionantes, com o embate intelectual entre Kira e L.

Quando a primeira edição chegou às bancas eu andava desanimado com os mangás que eram publicados. Os que eu acompanhava ou haviam sido concluídos ou cancelados. Porém, Death Note me arrebatou de vez. Esperava ansioso pela nova edição e me revoltava quando acabava de lê-la pois os autores tinham o péssimo hábito de concluir o volume com uma mega-“deixa” para o volume seguinte. Dois amigos que nunca haviam lido um mangá na vida acabaram se interessando pela série, de tanto que eu comentava no trabalho. Compraram os mangás e também adoraram! 🙂 Um terceiro amigo preferiu assistir ao anime, e também adorou.

Death Note é um mangá que deve ser lido com calma e atenção pois nem sempre é fácil acompanhar o raciocínio dos dois protagonistas, Kira e L (na verdade, há momentos em que rola uma forçação de barra tremenda mas não deixe que isso comprometa a leitura). Várias vezes eu tive que voltar algumas páginas, ou até mesmo edições, para me certificar que as deduções faziam sentido.

Àqueles que tiverem a oportunidade de ler, recomendo fortemente.


Disney Brasil pela Editora Abril

sábado, 2 \02\UTC maio \02\UTC 2009

Outro dia fui à casa dos meus pais e trouxe umas revistas da Disney que ainda estavam lá e que escaparam da grande burrada que cometi quando era mais novo. Obviamente, dediquei um tempo a reler aquelas saudosas edições de Disney Especial, Grande Almanaque de Férias, Grande Almanaque de Natal e Anos Dourados do Pato Donald. Muitas histórias boas mas as melhores, sem falso ufanismo, eram aquelas criadas pelo Estúdio Disney da Editora Abril. Em uma época em que os desenhistas e argumentistas não eram creditados nas revistas, a única pista sobre o país de origem da história era o minúsculo código que se “escondia” na primeira página. Se começasse com “B”, batata! Era uma criação genuinamente brasileira.

O Estúdio Disney da Abril não só criou histórias memoráveis como também criou novos personagens para a Disney. Só para citar alguns: Firmina, Turma da Pata Lee, Morcego Verde, Anacozeca, Morcego Vermelho, Glória, Borboleta Púrpura, Pena Submarino, Pena Kid e Biquinho (cujo nome foi escolhido em concurso aberto aos leitores, que enviaram sugestões). Essas histórias se destacavam por terem um humor meio debochado, verde-e-amarelo de carteirinha como podemos ver abaixo:

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Depois do sucesso da coleção “O Melhor da Disney”, que reuniu toda obra do Mestre Carl Barks, a Abril poderia, sim, pensar com bastante carinho em lançar uma coleção nos mesmos moldes com todas as histórias produzidas pelo Estúdio Disney. De repente, quem sabe?, no estilo “omnibus” que as editoras americanas de super-heróis têm conseguido emplacar.

Fica a sugestão para a Abril.