Quando a coleção se torna insustentável: de doações à busca por um discípulo

sexta-feira, 10 \10\UTC abril \10\UTC 2009

Não tenho mais espaço para guardar meus gibis. Essa é a verdade. Mesmo após mais de um ano desde que saí da casa dos meus pais, ainda não trouxe todas as revistas para meu novo apartamento porque simplesmente não há espaço! Já tentei anunciar as revistas na internet, mas só recebi resposta de curiosos e de sebos, que queriam pagar uma mixaria (R$ 0,50) por edição. Aos poucos fui percebendo que não conseguiria vendê-las. Havia me divertido muito com elas e não poderia trocá-las por qualquer dinheiro. Claro que elas tinham um preço, mas nunca encontrei ninguém disposto a pagar.

Diante de minha incapacidade de vender os gibis, resolvi doá-los para quem não tivesse condição de comprar nas bancas. Hoje em dia quadrinhos são um lazer caro e não é qualquer família que pode se dar ao luxo de comprar gibis para as crianças. Isso é algo muito cruel porque os gibis são uma excelente ferramenta para estimular nas crianças o hábito de ler.

O primeiro lote que separei para doação tinha mais ou menos 500 revistas, só com as revistas mensais da Marvel publicadas pela Editora Abril. A Biblioteca Central do Colégio Pedro II, Unidade São Cristóvão, onde estudei, foi escolhida como beneficiada. A diretora da biblioteca ficou muito feliz com a doação, ainda mais por vir de um ex-aluno (é fato que os ex-alunos de lá têm um caso de amor com o Colégio e eu não sou exceção). O Colégio Pedro II, apesar de tradicional e considerado um colégio público “de elite”, pelo fato da matrícula ser condicionada à aprovação em concurso público, tem um número considerável de alunos cujas famílias são muito carentes. Que aqueles gibis, que tão importantes me foram, possam ajudar de alguma forma o desenvolvimento desses alunos!

Um segundo lote, com mais ou menos 300 revistas, todas da Panini, doei para a Escola Municipal Moreira Franco, uma escola para crianças surdas, em Niterói, onde minha amiga Ana Paula leciona. A ideia da Aninha era usar os gibis durantes as aulas dela. Foi com muita alegria que pus todos os gibis no carro e parti de manhã para Niterói, mesmo sabendo que pegaria um engarrafamento monstruoso na volta. Missão cumprida!

Mas mesmo assim ainda sobraram pilhas e mais pilhas de revistas…

Eu gostaria mesmo era de encontrar uma pessoa a quem eu pudesse entregar todo o restante da coleção. Alguém que também fosse “viciado” como eu, mas que não pudesse arcar com os custos. Alguém que preservasse os gibis com o mesmo cuidado que eu. Em uma biblioteca os gibis atendem um número maior de pessoas, não há dúvida, mas é fato que muitas edições acabam depredadas, intencionalmente ou não. Em suma, gostaria de ter um discípulo que herdasse meu “legado”. E só eu sei como tem sido difícil encontrar um discípulo “digno”.

E enquanto isso, as pilhas de gibis vão crescendo (mais lentamente que no passado, é preciso dizer)…


Projeto de Software em Quadrinhos

quinta-feira, 9 \09\UTC abril \09\UTC 2009

Pessoal, após um longo inverno estou de volta aos posts neste humilde blog. Os posts rarearam não por falta de temas, mas por falta de tempo (e preguiça, admito) de escrevê-los. Tentarei, dentro do possível, postar uma vez por semana.

A tirinha abaixo retrata, infelizmente com muita verossimilhança, o progresso de um projeto de software desde sua concepção até a política de suporte ao cliente. Imaginem vocês o que seria de nós se os projetos de pontes ou edifícios tivessem as mesmas deficiências.

Mas não há como negar: a tirinha é bem engraçada! Meus quadrinhos preferidos são os três primeiros, da esquerda para a direita, da fileira de baixo.

Até a próxima!

Projeto de Software