Presentes II

sexta-feira, 23 \23\UTC janeiro \23\UTC 2009
Blogueiro, feliz da vida!

Blogueiro, feliz da vida!

No post anterior contei sobre o primeiro Natal em que ganhei gibis de presente. Imaginei que, nos Natais e aniversários seguintes, alguém acabaria me presenteando com eles de novo dada a alegria com que os recebi. Ledo engano. Foram dezenove anos até que alguém novamente me presenteasse com um gibi. Mas o dia chegou. E que gibis!

Exatamente no dia do meu aniversário, 10 de janeiro, minha mulher me deu de presente o primeiro volume “Omnibus” do Demolidor. Importado via Amazon.com, “Daredevil Omnibus” é um colosso de 848 páginas, em capa dura, reunindo as edições de 16 a 19 e de 26 a 60 da revista “Daredevil”. Todas as estórias são de autoria de Brian Michael Bendis, simplesmente “o” escritor da Marvel. Além do Demolidor, ele também escreveu “Ultimate Spider-Man”, “New Avengers”, “Alias”, “The Pulse”. Ele também escreveu grandes sagas da editora, como “Dinastia M”, “Guerra Secreta” e “Invasão Secreta” (esta última será publicada no Brasil, pela Panini, em 2009). Para dar uma idéia de como esse arco de estórias do Demolidor é bom, basta dizer que a Panini publicou-o em uma revista própria do personagem. A revista durou 35 edições e o último número trouxe justamente a última estória do Demolidor escrita por Bendis. Nos Estados Unidos a revista passou para as mãos de Ed Brubaker, que manteve o alto nível das estórias. Esse novo arco está sendo publicado no Brasil pela Panini na revista “Marvel Action”. Minha mulher acertara o presente na mosca. De novo.

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Presentes

quarta-feira, 21 \21\UTC janeiro \21\UTC 2009

Meu tio Diógenes faleceu em 1993, com 33 anos. Era o irmão mais novo da minha mãe e deixou muitas saudades. Lembro dele com carinho, mas há uma lembrança que permanece vívida na minha mente e que levarei comigo para sempre: o presente que ele me deu no Natal de 1989: um pacote com mais ou menos 10 gibis Disney. Tinha Tio Patinhas, Mickey, Pato Donald, Almanaque Disney, Disney Especial e outros. Deviam ser umas 600 ou 800 páginas de gibis. De uma vez, na lata. Foi o melhor presente de Natal de todos os Natais até então. Meu tio havia acertado na mosca. Tanto no presente como na “entrega”. Explico-me: foi o único Natal em que fraquejei na minha convicção de que Papai Noel não existia. A família reuniu-se na casa dos meus pais e meu tio Diógenes era o único que ainda não havia chegado. Estávamos todos na cozinha quando de repente veio um som de música de Natal vindo da sala. Como eu estava mais perto fui o primeiro a levantar e correr para a sala. A árvore de Natal estava acesa (antes não estava), e havia um pacote com o meu nome em cima do sofá. “Ué? Quem veio aqui?”, pensei. Afinal, na hora em que ouvimos a música, todos, sem exceção, estavam na cozinha. “Será que…?”, falei pra mim mesmo. Eu “sabia” que Papai Noel não existia, mas não conseguia pensar em outra explicação.

Algum tempo depois minha mãe me contou o truque: ela havia deixado a chave da porta da sala para o meu tio preparar a surpresa. Ele posicionou o presente, ligou a vitrola (faz tempo!) e se escondeu atrás do sofá, onde, inocentemente, nem pensei em procurar na hora. Alguns minutos depois, coincidentemente, meu tio “chegou”.

Uma boa lembrança de um bom Natal, proporcionada por um excelente tio.