Bola dentro da Conrad!

domingo, 7 \07\UTC dezembro \07\UTC 2008

Fiz minha primeira compra na Loja Conrad algumas semanas atrás e pedi 19 itens: os 5 volumes de “Adolf” e os 14 volumes de “Buda”, ambos do autor Osamu Tezuka. Recebi a encomenda em uma semana mas pro meu azar dois volumes de Buda estavam com defeito: o volume 1 teve as páginas encadernadas fora da ordem e o volume 5 veio amassado. Entrei em contato com a Conrad explicando a situação mas 4 dias se passaram e não recebi nenhum contato deles. Já praguejando pelo que achei um descaso, pensei em postar uma reclamação em O Globo e em órgãos de defesa do consumidor.

Qual não foi minha surpresa ao chegar em casa e ver que a Conrad já havia encaminhado os dois volumes. Eles receberam a reclamação e simplesmente enviaram os itens sem defeitos, sem titubear. Nem ao menos solicitaram a devolução dos itens defeituosos. Agora tenho em casa dois exemplares dos volumes 1 e 5 de Buda.

Eles só não ganham 10 porque não entraram em contato. Mas mesmo assim foi uma grande bola dentro da Conrad!

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Se arrependimento matasse…

domingo, 7 \07\UTC dezembro \07\UTC 2008

Errar é humano. Mas às vezes cometemos erros que nos assombram indefinidamente. Cometi um desses ao me desfazer de parte da minha coleção de gibis Disney. Eu tinha 13 anos e simplesmente as vendi a um sebo maldito que ficava debaixo do viaduto de Madureira, por um preço irrisório. Já não  havia mais espaço para guardar aquele monte de gibis e precisava de uma solução. E infelizmente escolhi a pior de todas. “Seleção Disney”, “Edição Extra”, “Disney Especial”, “Disney Especial Reedição”, “Urtigão”, “Zé Carioca”, “Tio Patinhas”… tudo acabou nas mãos de um miserável camelô dono de sebo.

Hoje vejo algumas dessas revistas à venda em sites de leilão por preços a partir de R$ 15,00 (uma nova custa menos de R$ 5,00). Nos anos 80 a produção de histórias Disney por artistas brasileiros estava a todo vapor. Vários personagens foram criados e, ufanismos à parte, eram estórias muito superiores às que eram produzidas em outros países (abro exceção para as estórias dinamarquesas do Pato Donald. Eram hilárias).

Na década de 90 pude presenciar a “derrocada” dos quadrinhos Disney no Brasil. Vários títulos cancelados, desenhistas demitidos. Eu já não era mais leitor assíduo da Disney na época, mas lembro de ter ficado muito triste com o que estava acontecendo. Afinal, quem iria desenhar o Morcego Vermelho? Será que alguém conseguiria mesmo bolar roteiros mais engraçados que os do Ivan Saidenberg ou Gérson Teixeira? Talvez sim, mas duvido muito.

Ainda tenho algumas dessas revistas guardadas e não me desfaço delas por nada. São meu elo de ligação com a minha época de Ouro dos quadrinhos Disney. Estórias que me faziam gargalhar mesmo depois de adulto e que deixaram muitas saudades.

Este ano a Abril concluiu a publicação das Obras Completas de Carl Barks depois de 40 edições publicadas ao longo de 5 anos. Seria ótimo ela lançasse uma coleção nos moldes com o material produzido no Brasil. Tenho certeza de que será um sucesso tão grande quanto o Obras Completas.

Mas enquanto isso não acontece, vou remoendo o arrependimento…